Parasitismo em cachorros – Quiz II

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Parasitismo em cachorros – Quizz I

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Parasitas em cachorros – como, quando e porquê prevenir

É  muito importante compreender o risco que constituem os parasitas em cachorros, e perceber como, quando e porquê desparasitar é uma das bases mais importantes para ser um tutor responsável.

Os parasitas, são agentes patogénicos. Vivem “hospedados” noutros animais e  podem causar problemas de saúde graves nos cães, principalmente nos primeiros tempos de vida. Desta forma, é muito importante que seja feita uma correta desparasitação dos cachorros!

 

 * Mas afinal que parasitas podem afetar os cachorros?

 

Quando falamos de parasitas dos cães, a maiorias das pessoas pensa imediatamente em pulgas e carraças.  Estes são aqueles que se conseguem ver, são parasitas externos, significa que parasitam o hospedeiro externamente. Por esse motivo conseguimos vê-los na pele dos nossos amigos patudos.

A grande maioria dos tutores, no que toca a proteger os seus animais contra parasitas, preocupa-se quase exclusivamente com os parasitas externos. Contudo, são muitos mais aqueles que afetam internamente os cachorros, internamente.

Os parasitas podem causar estados severos de doença, conduzindo, inclusivamente à morte, nos casos mais graves. Para além disto, alguns dos parasitas dos cães podem igualmente contaminar o ser humano. As crianças, idosos e pessoas com imunidade diminuída, são aqueles em maior risco de desenvolver doença parasitária se se infetarem com parasitas.

Por este motivo, é fundamental os donos saberem que tipo de parasitas podem atingir o seu animal, bem como o ser humano. Saber que não existem só parasitas que conseguimos ver. No interior dos cachorros podem viver agentes parasitários.

 

Assim sendo, tem que haver preocupação em eliminar os parasitas externos, bem como os internos. Só assim se protege completamente, quer o cachorro, quer toda a família.

 

Podemos dividir, de uma forma um pouco generalista, os parasitas em dois grupos: os Externos ou Ectoparasitas e os Internos ou Endoparasitas.

 

Parasitas Externos

 

Já vimos que os parasitas externos mais comuns são as carraças e as pulgas. Estes para além da irritação cutânea e prurido que causam, também podem ser responsáveis pela transmissão de várias doenças.

A doença mais comum associada aos parasitas externos é a conhecida “febre da carraça”, que na realidade não é uma doença, mas um conjunto de doenças causadas por parasitas sanguíneos transmitidos por carraças.

Ou seja, as pulgas e as carraças, são sobretudo perigosas para os cachorros, e para o resto da família humana por servirem como veículos- vectores- de outros parasitas (além dos que provocam a febre da carraça, também outros parasitas intestinais podem ser transmitidos por pulgas ou carraças), podem também que podem ser muito perigosos para o cachorro e para os tutores.

 

Parasitas Internos

Os parasitas internos, podem alojar-se em várias zonas do corpo, afetando diferentes órgãos do animal. Temos Vermes redondos ou Nemátodes (vulgarmente conhecidos por lombrigas) e Vermes achatados e segmentados ou Céstodes (vulgarmente conhecidos por ténias).

Muitos destes podem ser transmitidos aos cachorros pela mãe, durante a gestação e/ou amamentação. Outros são transmitidos por picada de mosquitos, ou ingestão de parasitas que estão no ambiente ou entram o hospedeiro através da pele.

Para simplificar, dentro dos endoparasitas temos:

 

Parasitas gastrointestinais

Quando se pensa em parasitas gastrointestinais tende-se a pensar apenas nas ténias, mas existem muitos tipos diferentes de parasitas, e as ténias (parasitas da família Taenidae, como as ténias ou os equinococos) nem sequer são os únicos Céstodes (vermes achatados e segmentados) perigosos para cachorros e tutores. Os parasitas gastrointestinais adultos alojam-se no sistema digestivo, mas as suas formas larvares passam por mais órgãos do corpo. É muito importante perceber que a maior parte destes parasitas afectam não só os cachorros mas também as suas famílias humanos, e sobretudo quando existem crianças em casa, é muito importante controlar as infecções.

Exemplos: Toxocara canis (especial atenção ao risco de transmissão aos tutores), Ancylostoma caninum ou Dypilidium caninum.

 

Parasitas do coração

Dirofilariose, o parasita (dirofilaria immitis) é transmitido através da picada de mosquitos. As formas adultas vivem no interior do coração e grandes vasos sanguíneos, causando doença cardíaca severa e morte, se não tratada.

 

Parasitas pulmonares

Angiostrongilose, é uma doença muito grave, a aumentar gradualmente o número de casos registados. Os animais parasitam-se com Angiostrongylus vasorum, ingerindo caracóis ou lesmas que contenham no seu interior larvas deste parasita. As formas adultas alojam-se nas artérias pulmonares, mas as formas larvares desenvolvem-se nos gânglios linfáticos de todo o corpo e depois  migram até atingirem o coração e artérias pulmonares . A doença é muito grave, com sintomas severos e vários, que podem ir desde sintomas respiratórios, neurológicos, problemas de coagulação, alterações de visão e morte súbita.

 

Prevenção

Por todos estes motivos, é imprescindível que cada vez mais se proceda a uma correta desparasitação. Não só pela saúde dos patudos, mas também pela da sua família. Não controlar apenas parasitas visíveis! Nunca esquecer que os parasitas internos existem e são muito prejudiciais.

Um cachorro sem parasitas, crescerá muito mais saudável e  reduz-se o risco de contaminação familiar.

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Tenho um cachorro. E agora?

Ser tutor de um cachorro é uma aventura especial e altamente recompensadora. A chegada de um cachorro a casa é sempre um momento de imensa diversão, mas também de algumas dúvidas, receios e responsabilidades.

Muitos tutores têm incertezas sobre assuntos como a alimentação, desparasitação, vacinas ou saídas à rua. Embora a resposta a estas questões possa variar um pouco de caso para caso, tem por base o mesmo princípio – a saúde em primeiro plano.

 

Preparativos

 

Antes de mais, a saúde tem início em casa. Antes de receber o seu patudo, faça alguns preparativos para garantir maior conforto: prepare uma cama, comedouros e bebedouros adequados ao tamanho do seu patudo, adquira alimento para cachorro (seco ou húmido), tenha alguns resguardos à mão e proteja áreas que possam ser perigosas para um pequeno explorador.

 

Uma vez em casa, é natural que o seu pequeno patudo leve algum tempo a ajustar-se ao seu novo ambiente. Aproveite para observar o comportamento do seu patudo e registe aspectos sobre os quais poderá ter dúvidas se são normais ou não.

 

Primeira visita ao veterinário

 

 

Nos dias seguintes, e tão breve quanto possível, deve organizar uma visita ao Médico Veterinário para um exame geral.

 

Nesta primeira visita ao Médico-Veterinário, que tem por objectivo verificar o estado de saúde do seu patudo, poderá discutir o plano de saúde mais adequado ao estilo de vida do seu cão. Desta forma, terá também a oportunidade de esclarecer outras dúvidas que tenha.

 

Os planos de saúde dos cães contemplam vários aspectos e são sempre ajustados às suas particularidades. A vacinação, desparasitação e alimentação podem ser variáveis entre os cães.

 

Vacinação

 

Sobre a vacinação, lembre-se que é fundamental e altamente recomendada na protecção dos cachorros contra agentes infecciosos. É uma forma segura e eficaz na prevenção de muitas doenças infecciosas graves, e por vezes fatais, como a parvovirose, esgana ou leptospirose.

 

Por norma, os cachorros podem iniciar o seu protocolo vacinal a partir das 6-7 semanas, e devem completar a sua vacinação essencial até às 16 semanas de idade.

 

Por requisitos legais, a vacina anti-rábica deve ser administrada a partir dos 3 meses de idade.

 

Consoante a sua zona geográfica e o estilo de vida do seu patudo, o seu Médico Veterinário poderá recomendar a administração de vacinas adicionais durante o crescimento do seu cão, como por exemplo recomendar vacinação para a leishmaniose ou para a chamada “febre da carraça”.

É importante referir que as vacinas do seu cachorro não actuam de forma imediata, e por isso deve evitar os passeios na rua até indicação do seu Médico Veterinário.

 

Sociabilização

 

Uma vez que a sociabilização é um período muito importante para a vida do seu cachorro, existem protocolos vacinais que permitem uma sociabilização  mais segura.

 

O período de sociabilização dos cachorros decorre entre as 3 e as 16 semanas de idade, e neste período, é fundamental que o seu patudo aprenda comportamentos correctos tanto com a mãe e os outros membros da ninhada, como com os tutores – a partir do momento que estão na sua nova casa.

 

Nesta fase, deve apresentar o maior número de estímulos ao seu cachorro, desde pessoas, a sons ou ambientes. Lembre-se que o contacto com outros cães deve ser limitado a animais que estejam devidamente protegidos, com vacinação e desparasitação em dia.

 

Desparasitação

 

Sobre a desparasitação do seu cachorro, essa necessidade será também discutida numa primeira visita ao Médico-Veterinário.

 

Alguns parasitas são bem conhecidos: pulgas, carraças e piolhos encontram-se na pele e no pêlo dos nossos patudos, e são descritos como parasitas externos. São os mais memoráveis talvez por serem também os mais visíveis.

 

No entanto, existem também parasitas que podem ser encontrados em órgãos e cavidades internas dos nossos cachorros – os chamados parasitas internos.  O intestino, pulmões e o coração são alguns dos locais onde estes parasitas se podem alojar e provocar doenças graves.

 

Embora alguns destes parasitas internos possam ser transmitidos aos cachorros durante a gestação, a maioria dos agentes parasitários podem ser adquiridos nos passeios, pelo contacto com outros animais e através dos diversos hábitos dos nossos patudos – o farejar, lamber, morder, etc.

 

O controlo destes parasitas internos e externos é essencial, não só pelo perigo que representam para os nossos animais, mas também pelo potencial risco de transmissão de outros agentes infecciosos que contenham e mesmo pelo risco de transmissão de alguns parasitas aos tutores.

 

Assim, é aconselhável uma desparasitação regular com produtos eficazes e adequados ao porte do seu cachorro. Consoante a sua área de residência, o seu Médico-Veterinário poderá recomendar um controlo mensal de determinados parasitas endémicos.

 

Alimentação

 

A verdade é que a alimentação e o crescimento andam de mãos dadas, e uma boa a dieta é a base para um crescimento saudável.

 

É através da alimentação que o seu cachorro recebe a energia e os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. A todos os instantes, deve garantir um alimento de qualidade e adequado à fase do crescimento do seu cachorro.

 

Questões sobre o número de refeições por dia e quantidades de alimento são variáveis consoante a idade e o porte do seu cachorro. Geralmente, numa fase inicial é recomendado praticar um maior número de refeições por dia, e  com o crescimento reduzir a duas ou três, consoante o que for mais apropriado e fácil para os tutores.

 

A dieta que escolher para o seu patudo deverá vir acompanhada por uma tabela com as quantidades de alimento a administrar ao seu cão. Numa fase inicial poderá guiar-se por ela, mas procure sempre aconselhar-se com o seu Médico-Veterinário.

 

Existem diversas formulações, secas ou húmidas, com diferentes tamanhos e com diferentes ingredientes. A dieta deverá ser sempre ajustada ao porte do seu cão, e se for alimentação seca então deve ter um grão de tamanho adequado ao seu cachorro.

 

Alguns cachorros, enquanto jovens, podem preferir o alimento húmido, e esta preferência pode estar relacionada com a dentição do seu patudo.

 

A dentição de leite, que surge entre as 3 e as 8 semanas de idade é substituída pela dentição definitiva entre os 4 e os 6 meses.

 

À medida que a dentição vai surgindo é natural que o seu cachorro sinta necessidade de morder alguns objectos. É um comportamento natural, e deve orientar esta vontade de mordiscar para brinquedos adequados ao seu porte.

 

Esterilização – sim ou não?

 

Na sequência destas consultas, deve também aproveitar para discutir a  possibilidade de esterilizar o seu cão. As esterilizações são procedimentos cirúrgicos que têm por objectivo a remoção de órgãos reprodutivos (ovários ou testículos), e idealmente devem ser realizados quando os animais são jovens.

 

Existem alguns benefícios de saúde em esterilizar os nossos patudos, tanto machos como fêmeas, e o seu Médico-Veterinário poderá esclarecer quaisquer dúvidas que tenha nesse sentido.

 

A todos os instantes deverá manter um estilo de vida saudável, mantendo uma alimentação de qualidade, realizando exercício físico e mantendo o plano de saúde do seu patudo em dia.

 

São recomendáveis, no mínimo, duas visitas por ano ao Médico Veterinário para assuntos de saúde e, a qualquer momento, para a monitorização do peso.

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